COMPLEXO DE CINDERELA COLETTE DOWLING PDF

She is free, at last, to love others — because she loves herself. Oct 18, Kate H rated it it was ok. Write a customer review. These are the women who love not out of a choice bred from inner strength — a tenderness and generosity they can afford because they feel whole and estimable within themselves.

Author:Samurisar Maugrel
Country:Singapore
Language:English (Spanish)
Genre:Technology
Published (Last):5 November 2010
Pages:491
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ISBN:815-7-40283-924-1
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As mulheres que entrevistei foram maravilhosamente abertas e motivadas a ajudar. Lowell Miller foi o segundo. Odeio estar sozinha. Gostaria de viver como os marsupiais, dentro da pele de outrem.

Logo descobrimos, contudo, que a liberdade assusta. Pertencem a outrem — a pessoas de um passado vivo e demais abrangente. Podemos aventurar-nos a viver por nossa conta por algum tempo.

Aconteceu quando eu tinha trinta e cinco anos. Estranhamente, a dor do processo foi redobrada pelo fato de eu estar apaixonada. Seis meses depois eu engordara cinco quilos. Estava sempre ocupada com pequenas coisas: trocando a terra de uma jardineira, acendendo a lareira, olhando pela janela. O tempo parecia voar. Os lindos dias de outono transformaram-se em inverno e, encapotada e com botas, passei a cortar lenha.

Minha nova fuga para o lar deveria ter sido mais desconcertante do que foi — um sinal. Afinal de contas, eu era capaz de me sustentar; de fato, eu o vinha fazendo havia quatro anos. Durante o dia lavava e passava, revolvia a terra e adubava-a. Aquilo era o Isso durou meses.

Eu preenchia meu tempo aplicando papel de parede no quarto de minha filha. Eu estava descansando daqueles anos de luta — levada a cabo meio contra minha vontade — pela responsabilidade de minha vida. Que mulher liberada poderia imaginar uma coisa dessas?

Sem nem um adeus, eu me refugiara no papel tradicional da mulher: o de ajudante. Datilografa dos sonhos de outrem. Porque revolver terra, fazer supermercado e ser uma boa — e sustentada — "parceira" provocam menos ansiedade do que sair pelo mundo para lutar por si mesma. Nenhum homem jamais sugerira tal coisa antes. E todos aqueles bolos e tortas? Assim que Lowell e eu nos juntamos, todavia, regredi.

Que ironia! Minha vida tinha se tornado sufocante e restrita, e eu me libertara. Em primeiro lugar, eu sentia ter muito poucos direitos.

Comecei a sentir-me intimidada pelo homem que me sustentava. Subitamente percebi-me odiando-o por isso. Queria que Lowell reconhecesse minhas dificuldades e empatizasse comigo. Eu acreditava nisso piamente, e sentia-me marcada de maneira tal que jamais poderia mudar nada. Deve haver algo de errado.

O que tinha acontecido comigo? Muitas coisas, na verdade. Quem mais, dentre todas as pessoas que conhecera, quem mais preferiria — como eu parecia preferir — ser dependente a ser independente?

Um complacente editor que conhecia decepcionou-me ao exibir seu desinteresse quando lhe expliquei o que escrevera. Disse ao editor que o que experimentara e aprendera era importante. Pois era importante que as mulheres pudessem ter acesso aos problemas com que eu vinha me debatendo. Naturalmente nada disso foi percebido. Anos depois, com o surgimento do Movimento de Desenvolvimento Humano, tornei-me a estrela de meu grupo: durona, provocadora, consciente de minha "honestidade". Ah, que poder; que autonomia excitante!

O "eu" externo era "forte" e "independente" especialmente se comparado com as expectativas sociais de como as mulheres deveriam ser. Um domingo, durante a missa, senti-me de repente compelida a fugir da capela. O que estava acontecendo comigo?

Posterguei analisar esse ponto por muitos anos. No entanto, foi assim que cresci. Duvidando de meus atrativos sexuais. Durante todos aqueles anos em que fiz as coisas "certas", em que cursei a faculdade, trabalhei numa revista, casei-me, parei de trabalhar, tive filhos, criei-os, para lentamente retomar o trabalho enquanto eles dormiam ou brincavam — atravessei tudo isso sob um estigma fundamental: o conflito.

Eu queria fatos. Eu queria teorias. Eu queria ouvir mulheres falarem sobre suas vidas, agora que, supostamente, somos livres para ser livres. Fomos criadas para depender de um homem e sentirmo-nos nuas e apavoradas sem ele. Ela se anuncia em fantasias e sonhos. Por vezes assume a forma de fobia. Como Cinderela, as mulheres de hoje ainda esperam por algo externo que venha transformar suas vidas.

Algumas delas dedicam-se a uma carreira, algumas jamais se aventuraram fora de casa, algumas aventuraram-se, mas acabaram se refugiando nela novamente. Esperando, Boa parcela das mulheres entrevistadas no curso da pesquisa para este livro desconhecem o "problema". Emocionalmente, contudo, mostram sinais de sofrimento por conflitos internos profundos. Com elas temos muito o que aprender. Ao mesmo tempo coexistia em mim uma parte, secreta e bem oculta, que sentia pena de mim.

Eu recebia muito apoio pelo que estava fazendo. Em certo sentido, meu instinto era correto. Psicologicamente falando, o problema abrangia mais do que meros sentimentos de inferioridade e timidez.

Algo de especial ocorreu. Via-me como uma jornalista que "se virava". Seria o mesmo que entregar o trunfo escondido. Seria quase como igualar-me aos deuses.

Minha vida tornou-se ainda mais restrita. Tornei-me uma borboleta social, a rainha da West End Avenue. As mulheres precisam fazer mais. Nunca senti querer realmente ser independente. Se trabalhamos bem, podemos amar? Posso fazer isso. A resposta a essa pergunta se acha na raiz do complexo de Cinderela.

Poucas mulheres precisam de pesquisas para se convencerem disso. Agora ganhamos menos de sessenta por cento do que percebem os homens. Mal ganhamos o suficiente para sobreviver, quanto mais para garantir o futuro. O medo, responde a Dra. Sy monds.

A estrutura dependente foi visualizada como sendo apropriadamente "feminina" pelos psicanalistas mais influentes. Aquelas que chegam a completar o doutorado usam-no menos que os homens. As mulheres continuam a escolher carreiras malpagas.

As mulheres nunca tinham aspirado a esses empregos. De acordo com Ruth Moulton, uma psiquiatra feminista que pertence ao corpo docente da Columbia University, mesmo mulheres muito talentosas engravidam para evitar a ansiedade resultante do desenvolvimento de suas carreiras. Moulton contou vinte mulheres entre as idades de quarenta e sessenta anos que haviam usado a gravidez como forma de escapar ao mundo externo. A realidade as atinge em cheio quando o companheiro morre. Languidamente, acomodamse em empregos de tempo parcial, empregos destinados a "alargar seus horizontes" ou a permitir-lhes "sair de casa e conhecer gente".

Eram mulheres esguias e elegantes, de seus trinta e poucos anos. Outra, Helen, imigrara recentemente para o sul, vinda de Cambridge. Ly nann sempre vivera em Atlanta, e assim era feliz. Dinheiro nunca fora problema para Paley. Quero ser eu a dar as ordens.

Estava interessada num "cursinho" de que ouvira falar e que lhe proporcionaria "certos instrumentos e formas de me apresentar de modo a parecer sabida". Mais risadas. Liam romances.

Todas mergulharam no jogo.

BALITECH BL-9916 PDF

Resenha do livro “Complexo de Cinderela” de Colette Dowling!

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LE COMPLEXE DE CENDRILLON

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Livro: Complexo De Cinderela (pdf)

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